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Como passar na prova de Segunda Fase da OAB de Direito Penal

Nós sabemos que o Exame de Ordem é conhecido por ser uma prova desafiadora! Mas, seguindo alguns passos, você será capaz de fazer uma boa prova e alcançar sua tão sonhada carteira da OAB!

Eu sou a Cris Dupret e preparo para o Exame de Ordem há mais de 15 anos. Nesta jornada, percebi que tão importante quanto o ensinamento do conteúdo de Direito e Processo Penal, é também orientar os candidatos e candidatas a como fazer a prova de Segunda Fase da OAB.

Hoje resolvi trazer aqui as orientações que sempre faço aos meus alunos e alunas de Segunda Fase da OAB de Direito Penal a respeito de como fazer a tão temida prova.

Assista o vídeo abaixo:

Curso De Segunda Fase Penal – OABCurso completo, com aulas em vídeo de Direito Penal, Processo Penal, elaboração de peças, Leis Especiais, Simulados, Treinos Direcionados de todos os temas, Tutoriais e Material em PDF.

Antes de entrar no tema em si, acho importante sintetizar aqui para você como é a estrutura da prova de Segunda Fase da OAB e o que é exigido dos candidatos e candidatas, caso você ainda não saiba.

Como é a prova de Segunda Fase

Os aprovados na prova objetiva da Primeira Fase do Exame de Ordem, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), enfrentam agora a Segunda Fase, que é o teste prático-profissional.

A prova de Segunda Fase tem duração de 5 horas e é composta por uma peça prático-profissional que vale 5 pontos e quatro questões práticas que valem 1,25 ponto cada, sob a forma de casos concretos, que serão respondidas de forma discursiva.

Existe a possibilidade de consulta apenas ao Vade Mecum, com algumas restrições, conforme expresso no edital da prova. Conheça o Vade Mecum organizado especialmente para a segunda fase da OAB, de acordo com o edital da FGV, de minha autoria em parceria com a Professora Ana Cristina Mendonça CLIQUE AQUI.

O que é exigido dos candidatos (as)

A Segunda Fase do Exame de Ordem avalia o raciocínio jurídico e a consistência de fundamentação dos candidatos (as) na disciplina que ele escolheu.

A prova analisa também a capacidade de interpretação e de exposição de um fato jurídico do examinando(a), bem como o conhecimento de técnicas profissionais.

Para ser aprovado, o candidato deverá fazer, no mínimo, 6 pontos. Dessa forma, se você zerar a peça prático-profissional, será reprovado imediatamente. Os que alcançarem esse resultado, receberão o registro para exercício da profissão de advogado.

O nosso Curso Extensivo de Segunda fase da OAB em Direito Penal visa preparar candidatos para a prova, com abordagem prática e direcionada, mantendo o foco nos temas mais recorrentes. Além de videoaulas, o curso fornece amplo material de apoio, assim como simulados. Portanto, você aprenderá como identificar a peça e como elaborá-la da maneira correta, assim como aprenderá os temas mais recorrentes nas questões discursivas. Ao final da sua preparação, você se sentirá mais seguro e capaz de enfrentar essa prova e alcançar a sua “vermelhinha”!

Agora vamos às dicas de como fazer a prova de Segunda Fase da OAB de Direito Penal?

1 – Faça a leitura de percepção e a leitura de compreensão

Eu chamo de leitura de percepção, aquela primeira leitura da prova, na qual os candidatos (as) vão fazer uma leitura “dinâmica”, de forma rápida e clara, sem marcações e grifos, apenas para obter a primeira impressão da prova.

Feito isso, os candidatos (as) devem partir para a leitura de compreensão, grifando à lápis as palavras mais importantes, observando o que a questão solicitou ao final, cogitando as respostas certas e fazendo anotações de tópicos no rascunho.

2 – Administre o tempo disponível para a realização da prova

Quero te lembrar que os simulados não servem somente para medir seus conhecimentos, mas também o tempo que você leva para resolver uma prova como a da OAB.

A Segunda Fase da OAB demanda muita reflexão em cada pergunta e muito mais na peça, e se você não administrar o seu tempo muito bem, isso pode te atrasar em determinada questão ou na própria peça, impedindo que você resolva a prova por inteiro.

Lembre-se que você tem 5 horas para a realização da prova. Parece muito, mas se você não souber administrar o tempo, corre o risco de entregar a prova com questões em branco! Isso não pode acontecer!

Por isso é tão importante realizar simulados que realmente simulem as condições normais de aplicação do exame: tempo, ambiente livre de interrupções, nenhuma consulta (exceto Vade Mecum de acordo com o edital) etc.

3 – Por onde começar a resolver a prova

Se levarmos em conta que a peça prático-profissional vale 5 pontos e você precisa de 6 para ser aprovado (a), eu te aconselho a começar pela peça.

Contudo, isso vai depender da sua leitura de percepção da prova antes de começar a resolvê-la, como explicamos na primeira dica. Nessa primeira impressão, pode ser que você já saiba, com certeza, a resposta de alguma questão. Assim, você já pode adiantar e responder direto na folha definitiva.

Mas se achar que vai perder muito tempo, então, comece logo pela peça prático-profissional, e não esqueça de administrar o tempo nesse ponto. Aqui, você não deve gastar mais do que uma hora e meia, no máximo duas horas (o que já é muito, a não ser que seja uma peça com muitas preliminares e teses).

Vocês sabem da importância de acertar a peça prática da OAB. Trata-se do grande momento da prova, quando o caminho da aprovação é definido.

No momento da leitura de compreensão da peça, que é aquele em que você vai fazer seus grifos, anotações e cogitar as respostas, leia com toda atenção possível.

No mínimo leia o enunciado umas 3 vezes. Se for necessário ler mais até identificar a solução correta ou se sentir seguro (a) com a integralidade do problema, faça-o. Sempre administrando seu tempo!

Após compreender, faça o esqueleto no rascunho. O esqueleto nada mais é do que o espelho que a FGV disponibiliza junto com o padrão de resposta.

Segue abaixo o espelho/distribuição de pontos do XXX Exame de Ordem como exemplo:

No esqueleto, portanto, você identifica o que a banca deseja: a competência, quem são as partes processuais, a fundamentação, quais são as preliminares e quais são as teses de mérito, quais são os pedidos, o prazo, o fechamento.

Isso você fará no rascunho sem adentrar profundamente em cada item, apenas colocando os tópicos para desenvolver na folha definitiva.

4 – Saiba usar o rascunho

Já que falamos em rascunho, vale lembrar que o rascunho não deve ser usado para escrever toda a sua resposta nele. Como assim, Cris?

Acredite! Muitos candidatos (as) acham que terá tempo de passar o rascunho a limpo na folha definitiva, e isso não acontece! Não dá tempo!

Então, use o rascunho para colocar os tópicos, artigos da fundamentação e no caso na peça, o esqueleto em forma de itens do que precisa abordar, como mostramos acima. Nada mais além disso!

Mas, se eu errar na folha definitiva? Se isso acontecer, você fará um risco simples em cima da palavra ou frase inteira, e ao lado escreva o correto.

Exemplo:  Em busca da absovição absolvição…

Simples assim! Confia em mim.

5 – Saiba organizar o espaço e a distribuição do texto na folha de resposta definitiva

As folhas de respostas são separadas de acordo com as questões: 1 folha para cada pergunta e 5 folhas para a peça. O candidato também contará com a mesma quantidade de folhas de rascunho, que não serão consideradas para a correção.

Cada folha possui 30 linhas para escrever. Se o candidato extrapolar esse limite, as respostas que estiverem fora das linhas serão desconsideradas no momento da correção. O mesmo acontecerá para quem extrapolar a margem da folha.

Além disso, se uma questão possuir mais de uma alternativa – como é de costume – você deve responder identificando cada letra na folha definitiva.

Exemplo:

A) Em busca da absolvição de Beto, a defesa técnica deve alegar que as provas obtidas foram ilícitas…

B) Para questionar a capitulação jurídica formulada pelo Ministério Público na denúncia, a defesa técnica deveria…

Veja que indicamos a letra “A” e depois a letra “B”, antes de responder o que essas alternativas questionavam. Se você não identificar as letras, a questão pode ser zerada!

6 – Explicação e fundamentação

Em todas as questões e na peça, você verá que tem uma observação abaixo dizendo: “Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação” e “Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação.”

Portanto, fique atento! Este binômio é de extrema relevância, porque na falta de um, a sua resposta pode não ser considerada! Você tem que responder por completo: Explicando e fundamentando!

Claro que tem respostas que são oriundas da doutrina e não existe artigo para fundamentar. Neste caso, tudo bem!

Mas, na maioria das vezes, você vai precisar fundamentar e se você não souber onde procurar o tal artigo no Vade Mecum, lembre-se do índice remissivo. Ele pode ser um grande amigo nessas horas! Lá você busca pelos termos e ele te informa o artigo. Essa é uma dica bem legal, né?

7 – Faça pausas estratégicas

O ideal é que você, depois de uma hora e meia, levante e vá ao banheiro, se alongue, respire!

Beber água também pode melhorar seu desempenho na prova! Estudos científicos feitos nesse sentido concluíram que estudantes que beberam água durante provas tiraram notas cerca de 5% melhores do que aqueles que não beberam, conforme uma matéria no site da BBC.

Fato é que, segundo a pesquisa, o consumo de água tem um efeito fisiológico positivo sobre o raciocínio e ajuda a aliviar a ansiedade, uma das principais causas de mau desempenho em provas. Então, se hidrate durante a prova!

Bom, essas foram as principais dicas de como fazer a prova da Segunda Fase da OAB de Direito Penal que gostaria de te passar para você hoje.

Caso queira conhecer nosso curso para a Segunda Fase da OAB de Direito Penal, clique abaixo CLIQUE AQUI.

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