Operação Deep Nude apura crime cibernético

HOMEM NO COMPUTADOR

A ação é resultado de uma investigação realizada pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina.

Com o objetivo de combater os crimes envolvendo pornografia, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagrou a operação “Deep Nude”, nesta quinta-feira (22). A ação é resultado de uma investigação realizada pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina.

Continue a leitura mais abaixo.

Curso de Prática na Advocacia Criminal (CLIQUE AQUI) – Desde a contratação até a Sustentação Oral, com aulas em vídeo, dúvidas diretamente com Cristiane Dupret e Banco de Peças Editáveis.
Teses Defensivas na Prática Penal (CLIQUE AQUI)
ATENÇÃO: Clique Aqui, associe-se ao IDPB, tenha acesso imediato a 4 cursos completos e entre em um grupo do whatsapp com interação entre advogados de todo o Brasil.
Seja atendido pelo whatsapp CLICANDO AQUI
Siga o Perfil da nossa Presidente no Instagram para acompanhar as novidades CLICANDO AQUI

“Deep Nude”

“Deep nude” é uma prática criminosa que expõe falsa nudez feminina.

A prática de criar “nudes falsos” é mais uma forma de expor mulheres na internet sem autorização delas e, infelizmente, é bastante comum.

Para a produção das montagens, há sites e aplicativos destinados a esse tipo de edição que “tiram a roupa” de quem simplesmente publicou nas redes sociais, ou enviou para alguém, uma foto de si mesma.

A investigação

Na investigação em questão, a vítima, que é residente de Imbituba (SC), recebeu fotomontagens contendo cenas pornográficas de sua pessoa por intermédio de rede social. Posteriormente, foi vítima de constrangimento ilegal, bem como ameaçada de morte.

Após autorização judicial expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, foi encaminhada Carta Precatória para o cumprimento do respectivo mandado nesta Capital Federal.

Dessa forma, os agentes cumpriram o Mandado de Busca e Apreensão (MBA) em endereço localizado no Riacho Fundo I/DF. Na casa objeto da busca, foram apreendidos dispositivos de informática (celular e computadores), os quais serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para realização de perícia criminal . Não houve prisões na oportunidade.

Vale lembrar que aquele que compartilha ou divulga fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia, ainda que manipulada por software, estará incurso nas penas do artigo 218-C do Código penal, cuja pena é de reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave.

Ademais, aquele que realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo, estará incurso nas penas do parágrafo único do artigo 216-B do Código penal.

Frise-se que, se o indivíduo utiliza algum software para criação da imagem e, posteriormente, a expõe à venda ou produz sua divulgação, poderá responder por dois delitos, quais sejam, artigo 216 -B e artigo 218-C, em concurso material de crimes, nos termos do artigo 69 do código penal, haja vista a realização de duas condutas em contextos fáticos diversos.

Fonte: Jornal de Brasília

 

CLIQUE NA IMAGEM

LIVROS - CRISTIANE dUPRET

CLIQUE NA IMAGEM

Pesquisar

Receba atualizações diárias
de Direito Penal

Artigos Recentes

Lei 15.455 de 2026 — mudanças no Código Penal e na Lei Maria da Penha sobre a proteção do trabalhador doméstico

Lei 15.455 de 2026: mudanças no Código Penal

A Lei 15.455 de 2026 alterou o Código Penal e a Lei Maria da Penha para proteger o trabalhador doméstico resgatado de condição análoga à de escravo. Entenda o que muda no art. 129, §9º, o dever de comunicação em 48h e as medidas protetivas — e por que a pena NÃO aumentou, ao contrário do que a imprensa noticiou.

Progressão em execução unificada — STJ fixa tese no Tema 1354 sobre percentuais por condenação

Progressão em execução unificada: STJ e o Tema 1354

Progressão em execução unificada: o STJ fixou no Tema 1354 que cada condenação segue a norma mais favorável ao executado, com retroatividade da Lei 13.964/2019 e ultratividade do art. 112 anterior. Veja a análise prática do IDPB para revisar cálculos e fundamentar a defesa.

Remição por ENEM e ENCCEJA: benefício da execução penal reconhecido pelo STJ no Tema 1357

Remição por ENEM e ENCCEJA: o que decidiu o STJ

Saiba quando cabe a remição por ENEM e ENCCEJA mesmo para quem já concluiu o ensino médio antes da pena e como o STJ fixou o limite do bis in idem no Tema 1357. O curso Decolando na Execução Penal do IDPB prepara o advogado para dominar cada cálculo de remição na prática.

Habeas corpus contra falta grave na execução penal — teses de defesa para anular a falta e reverter a regressão de regime

Habeas Corpus Falta Grave: tese de defesa

O habeas corpus falta grave é a via para anular sanções disciplinares ilegais e reverter a regressão de regime. Veja as 5 teses de defesa — ausência de PAD, falta de oitiva, prescrição — e como o Curso Decolando na Execução Penal prepara o advogado para essa atuação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar sua experiência no site. Ao clicar no botão ao lado, você concorda com nossa Política de Privacidade.​